Praia João Fernandinho - BúziosRJ

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Julio Cesar Medeiros

Quatro pescadores e tres gaivotas

Quatro pescadores e tres gaivotas

BÚZIOS SEM IGUAL

BÚZIOS SEM IGUAL

Rio São João

Rio São João

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domingo, 7 de abril de 2024

 

FICAR VELHO 

 “ Ficar velho é uma merda, mas é uma merda agradável. 

Vamos rir porque é muito divertido! “

(Octavio Raja Gabaglia)

 

Eu nasci num dia 7 de abril, e anos depois minha mãe dona Carminha contou que choveu muito neste dia. Como ela costumava ser detalhista em suas histórias, estranhei ter esquecido de dizer que nasci também num ano bissexto. Mas não creio ter chovido tanto quanto os dias de março deste ano até agora.

Durante a minha vida nunca pensei, me imaginei e nem tive medo de ficar velho, tinha medo de ficar doente, não poder mais me divertir, viajar, fotografar... 

Inclusive tinha a ambição de me tornar o melhor fotografo publicitário do Rio de Janeiro até os 33 anos, caso contrário cometeria suicídio, e cheguei a escrever uma carta despedida, e eu tinha apenas 22 anos na época. E essa carta foi achada por minha irmã Sonia Medeiros dois anos depois e causou um grande rebuliço entre familiares, amigos e uma apaixonada namorada. Então a carta foi queimada, eu não me tornei o melhor fotógrafo do Rio, não casei com a namorada, e resolvi viver até quando conseguir.

Os anos foram passando e as brincadeiras com mudança de idade sempre aconteciam, uns diziam que a melhor fase da vida era até os “inta” (30), mas quando entrasse nos “enta” (40) ia piorar muito, nos 50 e 60 era botar o pijama, encomendar o caixão e fazer logo o testamento. Pois é, eu passei fácil pelos 30, 40 e 50, já os 60 já me deixaram preocupado com a possibilidade de surgirem problemas físicos, alguma doença e até depressão, mas levantei a cabeça, sacudi a poeira e fiz uma grande feijoada para comemorar com amigos.

Entre a insegurança na chegada dos 60 e a expectativa por chegar agora aos 68 mudou muita coisa. Tinha me tornado uma pessoa amarga e as vezes agressiva, sem paciência e principalmente intolerante. Mas o tempo foi passando, e 2 anos depois, aconteceu a chegada da minha netinha, que me tornou um velho bobo e feliz. Me fez viajar no tempo, quando levava minha filha na escola, na praia, em festas da cidade, festas de amigos e até em boates, já que para sair de casa sem ela era dificílimo. Depois veio a pandemia que me deixou muito preocupado devido à violência e rapidez que as pessoas estavam indo embora, além da mídia irresponsável culpar os velhos pela disseminação da doença. E eu trancado em casa resolvi fazer uma viagem compacta ao meu Id. Voltei a ler bastante, transformei as crônicas que escrevi em um livro, cujo título é Crônicas Casos e Causos, criei o Licor Pimenta Búzios... Além de curti muito, minha netinha que hoje tem 6 anos. Ainda carrego umas poucas rabugices, porém tenho mais bom humor do que mal, e meu médico me proibiu dar ouvidos a idiotas. Mesmo assim no ano passado entrei num quadro de depressão enorme, não procurei ajuda de ninguém por achar que era apenas uma fase ruim e passageira mas não era, sofri muito e solitariamente dentro da minha casa, só tenho que agradecer muito todos os dias da minha vida, a paciência da minha companheira, assim como também da minha filha que foi por demais insistente em fazer com que eu fosse me exercitar numa academia, devido eu estar quase um sedentário, e estava mesmo, já que faltava apenas eu ir para o chuveiro de carro. Hoje tenho me sentido muito bem, a ponto de receber elogios do autêntico Sandro Peixoto sobre minha mudança. Levo minha neta na escola, estou escrevendo mais crônicas, vou à praia, academia, vejo o pôr do sol no Porto da Barra onde gosto de fotografar, encontro amigos, bebo umas cervejas, fumo charuto...

Cheguei a 68, está tudo bem, mas o 69 ... vão vir aquelas velhas perguntas. Já fez 69?  Vai fazer 69 quando? Agora você faz 69 todo dia né?

E VIVA BÚZIOS

 Julio Cesar Medeiros





terça-feira, 29 de março de 2022

Vidraças quebradas

 

Vidraças quebradas

Como sempre acontece em Búzios, ninguém viu ou sabe qual motivo de o motorista do carro ter provocado a destruição das portas de vidro da entrada do banco do Brasil nesta madrugada, mas me fez lembrar o caso de um amigo que comprou um celular de uma operadora de telefonia que tinha uma agencia no Centro da cidade. Este amigo que não vou citar o nome, faleceu a alguns anos. Este amigo, devido seu velho celular apresentar diversos problemas resolveu que era hora de mudar de telefone, compraria um aparelho de última geração que lhe servisse tanto para o dia a dia, como também para o trabalho, já que andar com notebook para todos os cantos já estava ficando cansativo.

No dia seguinte se dirigiu a agencia da sua operadora cedo, chegou ás 08:00 h, mas a agencia abriria as 10:00h, então resolveu ir caminhar pela Orla Bardot para olhar o mar, rever amigos e visitar alguns clientes. Duas horas depois se dirigiu a agencia e quando chegou teve que aguardar bastante tempo para ser atendido, já que a fila de reclamações sobre o mal serviço prestado pela operadora era muito grande.

Quando chegou sua vez ele já sabia qual aparelho que iria comprar, já que durante a espera pesquisou sobre todos aparelhos que estavam na vitrine, e a atendente rapidamente lhe trouxe o escolhido e em seguida perguntou se continuaria com o mesmo plano ou queria um melhor com muito mais vantagens. Como estava já estava estressado pela tamanha espera, disse que mudaria de plano, mas se demorasse mais de cinco minutos iria embora, e o atendimento foi muito rápido e a promessa era que dentro de duas horas o novo aparelho estaria habilitado. E o sujeito foi para casa feliz da vida.

Na parte da tarde o cidadão voltou ao Centro e se dirigiu a agencia para saber o motivo do seu telefone ainda não ter sido habilitado, e a resposta foi que no máximo em uma hora estaria funcionando, então ele fez sinal de positivo e se dirigiu a um bar em frente a agencia, seu dia estava perdido mesmo, e o melhor a fazer era beber uma cervejinha para relaxar.

Após várias cervejas retornou a agencia e a resposta foi a mesma, em uma hora o telefone estaria funcionando. E passaram horas, a agencia fechou, o cidadão ficou bêbado, revoltado e resolveu voltar para sua casa. Mais tarde já recuperado da cervejada e mais calmo, resolveu ir ao Centro num encontro político partidário na casa de um amigo, onde seu nome seria indicado para uma pré-candidatura a vereador. O encontro acabou se transformando numa festa, já que cada um que chegava trazia consigo bebidas ou tira gostos, até uns músicos chegaram para animar ainda os já animado público presente.  

Lá pelas tantas horas o meu amigo resolveu ir embora da festa e saiu caminhando pelas ruas desertas. De repente se viu em frente à loja que tinha tornado seu dia um inferno, e resolveu desferir todos tipos de ofensas e palavrões para o logotipo na vitrine da loja a meia luz, e depois seguiu caminhando. Não satisfeito, resolveu voltar a loja e deixar um bilhete falando da sua indignação, mas quando chegou descobriu que não tinha caneta e muito menos papel, então pegou uma pequena pedra e jogou contra a vidraça e saiu andando e olhando para os lados pensando em alguém ter visto seu feito. Mais à frente um pouco resolveu jogar outra pedra um pouco maior afinal a rua deserta lhe encorajou, e jogou outra, outra, outra... E no final achou que jogar pedras estava lhe fazendo muito bem, e resolveu jogar uma última antes de ir embora, e acabou jogando uma muito maior do que as outras jogadas, e terminou com estilhaços de vidros voando em todas as direções. E o cidadão saiu em desabalada correria pelas ruas desertas sem olhar para trás.

No dia seguinte acordou muito chateado consigo mesmo, já que sua educação não condizia com sua atitude, e depois do café da manhã tomado, resolveu ir à loja se apresentar como o autor do atentado e responsável pelo pagamento total do prejuízo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Barreira Sanitária

 Barreira Sanitária


Hoje pela manhã fui a Cabo Frio com Rosangela, minha companheira e mãe dos meus filhos na minha inteira vida Buziana. A princípio seria uma ida rápida, já que faríamos pequenas coisas, e caso contrário, o almoço seria lá mesmo.

O dia estava lindo e o trânsito fluía normalmente, mas fiquei impressionado ao chegar próximo a barreira sanitária na divisa de Búzios com Cabo Frio. O trânsito totalmente parado no sentido Búzios, e se estendia por mais ou menos 3 quilômetros, o que  me deixou preocupado já pensando se encontraria esse mesmo problema na volta.

Depois de termos resolvido tudo em Cabo Frio, paramos para almoçar, e após o almoço iniciamos o retorno a nossa cidade. 

O trânsito estava tranquilo até a entrada do Condomínio dos Pássaros na Estrada do Guriri, onde houve um aumento significativo, mas sem retenção. Mas ao chegar em frente aquela fazenda usada para engordar gado, o engarrafamento começou, eram 15:00 h, aproveitei e fiz uma live. 

Mesmo com o trânsito parado, irresponsáveis em carros, motos e até caminhões, iam pela contramão gerando ainda mais confusão na estrada desprovida de acostamento, e por isso também que, só 50 minutos depois cheguei a entrada do bairro Pontal do Peró, no  trevo que leva ao Jardim Esperança, onde fiz a 2ª live. 

Rosangela ao meu lado, fazia filmagens de tudo, era uma mistura  Muchacho Vidal do Búzios Notícias e Bebeto Karolla do Folha de Búzios, e eu me divertia muito com seus comentários.

Depois de mais algum tempo parado devido o grande número de carros vindos do Jardim Esperança em direção a Búzios, onde o motorista de um ônibus, quase me joga dentro do mato e causou um nó ainda maior no trevo, deixei ele seguir assim como outros carros. Nesse meio tempo observo um cidadão com 2 filhos pequenos vendendo água e suco para os suados e engarrafados motoristas, assim como observo também um enorme outdoor de um motel, oferecendo um período de 2 horas numa suíte com wi-fi, ar condicionado e hidromassagem por apenas 50 reais. 

Finalmente chego a barreira depois de 1 hora de 10 minutos, onde um servidor veio medir a nossa temperatura,  onde fiz a 3ª live e perguntei ao servidor municipal porque 4 carros de luxo passaram em alta velocidade na contramão sem ao menos reduzirem perto deles, e o servidor disse que os carros eram de uns caras ...

Resumo da ópera. Acredito que só quem está se beneficiando devido a barreira, é o cidadão vendendo água e o dono do motel, já que enquanto eu estava próximo, vi 4 carros entrarem para aproveitar o wi-fi. Inclusive um sujeito que estava no ônibus gritou: Olha o Corona, heim ? E o motorista de um dos carros respondeu - Só bebo Heineken !

domingo, 10 de maio de 2020


O PARTO

Minha mãe Maria do Carmo Costa Medeiros nasceu em Ubá, mas veio muito nova para o Rio de Janeiro, e um dia ela me contou que no dia em que nasci chovia muito.
Havia uma preocupação muito grande em torno da minha vinda ao mundo, já que um irmão anterior a mim tinha falecido por problemas de fator RH entre meus pais. O que tornou minha vinda ao mundo um desafio junto com uma nova experiência para os médicos e acredito muito dolorosa para mim, embora eu não lembre, mas contada durante anos pela minha mãe.
Ela sempre conta como foi o dia em que apesar do seu um metro e meio de altura, transformou-se em gigante pulando possessa em cima de uma auxiliar de enfermagem que me espetava uma agulha sem dó nem piedade procurando veias para transfusão de sangue, já que todo o meu sangue tinha que ser retirado para recebimento de outro diariamente. Enquanto o sangue era retirado através de algumas veias, o sangue novo era introduzido em outras.
Essa luta entre a vida e a morte, durou segundo ela dois meses em que tive que ficar no hospital, por onde diariamente médicos me olhavam e sacudiam negativamente a cabeça, como dissessem: Este não passa de hoje. Mas eu devo ter tido uma imensa vontade de viver, graças à força daquela mulher pequenina de estatura, mas infinitamente grande de amor por aquele filho que ela esperou nove meses para nascer.


segunda-feira, 6 de abril de 2020


Carteirada Viva Voz

A postagem em vídeo publicada pelo Búzios Notícias Online nas redes sociais sobre uma operação de membros da Guarda Vidas na praia de Geribá, orientando as pessoas que insistem em caminhar, correr ou entrar no mar, a ficarem em casa devido a pandemia do Covid19, me chamou atenção onde um guarda vidas educadamente se dirige a um cidadão que caminhava e lhe fala das restrições do decreto municipal não permitindo caminhar na praia e que ele deveria ir para casa, e o cidadão “identificou-se” como procurador da prefeitura e quando o guarda vida respondeu que a Lei era para todos, ele concordou e ainda usou a expressão em latim Erga Omnibus cujo significado é : Para todos, e seguiu dizendo que não pode parar de caminhar.
Este fato me fez lembrar um episódio no começo dos anos 90 que aconteceu na praia de Manguinhos. Eu e o falecido Marcos Cândido, voltávamos da Rasa onde fomos fazer algumas matérias, inclusive uma com a grande liderança política na época, João Guelo, para o recém fundado jornal Folha de Búzios, cuja equipe era composta também pela Maria Alice de Sá, Joel Farias, André Rodrigues, Manuel Eduardo da Silva e Manuel Gomes. E depois dos compromissos na Rasa, o destino seria   o Bar Ponto de Encontro no Largo do Ceceu fazer uma entrevista com o proprietário Alberto Fantini, e eu ia fazer uns retoques numa foto em preto e branco bem antiga do grande jogador de futebol Mané Garrincha, de um quadro pendurado na parede. E com certeza íamos beber uns chopes também, afinal era o melhor chope de Búzios.
Quando voltávamos, vimos um grupo grande de pessoas na altura do Trevo da Marina, e fomos lá saber o que se passava, e para nossa surpresa eram pescadores da Rasa que tinham pescado através de uma rede de arrasto uma considerável quantidade de grandes Olhetes, que eram colocados em cima da vegetação e cobertos devido ao sol um pouco forte, com folhas da Palmeira Guriri também conhecida como Coquinho da praia. Enquanto eu fotografava os pescadores e os peixes, Marcos Cândido conversava com o Valmir Conceição sobre a pescaria e também política, já que Valmir era suplente de vereador em Cabo Frio (Búzios não era emancipado), nesse meio tempo para um carro com placa do Rio de janeiro, desce um cidadão bigodudo de sunga com cigarro no canto da boca e diz -  Quem é o patrão? E o Valmir humildemente diz – Aqui não tem patrão, todo mundo é igual. E o cidadão diz que está ali porque a pesca daquele peixe, que nem sabia o nome estava proibida, e que ele era fiscal de meio ambiente, e que poderia apreender toda pescaria, mas que tudo poderia ser resolvido ali mesmo, o que fez os pescadores fecharem a cara e chegarem todos para perto do cidadão. Nisso eu aproveito e fotografo a placa do carro e o Valmir na condição de suplente de vereador exige ver os documentos da “autoridade”, que já preocupado por ter tentado aplicar o golpe da carteirada e com os olhares nada amistosos dos pescadores resolveu que era melhor esquecer e fingir que não viu nada, mas eles deveriam ter mais cuidado com o que pescavam, saiu rapidamente em direção ao carro sob vaias e muitos xingamentos. E nós fomos embora.
Chegando no Ponto de Encontro, o Alberto já nos esperava juntamente com Aníbal Fernando do Jornal Peru Molhado, e como era uma dia de sábado o bar estava cheio e estava difícil o Alberto para conversar com a gente e resolvemos beber chope e contar sobre o fato ocorrido com os pescadores e o fiscal, e o Aníbal começou a rir muito, apontou para uma mesa no canto do bar e perguntou se o “fiscal” era o que estava lá, eu disse que sim e Aníbal disse que o cara chegou no bar muito nervoso e que tinha escapado de levar umas porradas de uns pescadores porque disse que era fiscal, mas na verdade estava a fim de ganhar um peixe e que se não tivesse saído rápido não estaria ali bebendo um chope. E logo em seguida ao reconhecer eu e o Marquinhos (como Marcos Cândido era chamado pelos amigos) pediu a conta e foi embora sem olhar para trás.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Para você que sempre faz merda nas festas de fim de ano, aqui vai algumas dicas para ver se você melhora e que não seja despedido.

AMIGO SECRETO
Se você estiver duro, não minta dizendo que não gosta da brincadeira.
Se você for puxa saco e pela conspiração do universo tirou seu chefe, não gaste todo seu salário comprando o presente.
Se você tirou como amigo secreto aquela pessoa que não gosta ou aquela mulher que te meteu um chifre, peça ao organizador da brincadeira  para trocar.
Você pode dar presente livros, agendas, porta retrato... Mas nada de dar 50 tons de cinza para mulher dos outros.   

FESTA DA FIRMA
Galera !
Nada de tomar todas só porque é de graça ou achando que o mundo vai acabar.
Nada de comer demais como se fosse um preso no corredor da morte fazendo á ultima refeição.
Nada de ficar em grupinhos falando mal do chefe, dos colegas e muito menos da firma.
Nada de dançar bêbado imitando aquelas coreografias que vê na televisão e muito menos chamar a mulher do chefe para dançar.
E nada de usar aquelas roupas ridículas que você usa para ir á festas de comadres e compadres, tipo bermudão com camisão colorido, ou aquelas camisas de times de futebol comprada em camelôs, com autografo falso.

POSTANDO FOTOS DA FESTA
Quer tirar fotos com chefes e amigos? Faça no começo da festa ainda sem bafo de cachaça.
Nada de tirar fotos de amigos botando chifrinhos.
Muito cuidado com Selfies, alguém em casa pode não gostar de quem estiver na foto.
Nada de fotos com gente dançando, comendo ou com copo na mão.
Nada de fotografar ou filmar pé de valsa bêbado dançando.
E nada de publicar estas fotos em tempo real nas redes sociais.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Segurança é tudo !!!

Aproveitando o momento de namoro do presidente americano Barraca da Brahma ou Barac Obama com Cuba, não podia deixar passar em branco este momento histórico, quando o assunto é segurança. E sendo assim transcrevo no meu Blog, este texto enviado por um amigo. 


Como nossa vizinhança sofre assaltos regularmente e eu já  
 estando cheio desta situação tomei uma atitude: Desativei meu sistema de alarme, deixei de pagar o guarda noturno e dispensei a vigilância do bairro.
No jardim da frente de casa, finquei três bandeiras: a da Síria, a do Afeganistão e, entre elas, a bandeira negra do Estado Islâmico.Agora, nós somos vigiados pela Polícia local, pela Federal, pela Segurança Pública, Interpol, CIA, Serviço Secreto Britânico, etc. Meus filhos são seguidos quando vão à escola, minha esposa quando sai de casa e me seguem quando vou e volto do trabalho. Ninguém mexe conosco.

Nunca me senti tão seguro! E tudo de graça!"

sexta-feira, 28 de novembro de 2014






PITANGA PRETA


Desde quando vim morar em Armação dos Búzios, uma pessoa sempre me chamou atenção por ser diferenciada dos outros moradores. Fossem nativos, moradores oriundos de outros municípios ou de outros estados, como também moradores estrangeiros.
Está pessoa a quem me refiro é o Sr Antonio Câmara, muito conhecido pelo apelido de Toninho Português. Sujeito culto, fluente no francês, melhor ainda no português, sabedor e contador da história da cidade, escultor, entalhador, pintor e desenhista que adora reproduzir em desenhos a bico-de-pena, todos peixes encontrados no mar de Búzios.
Passado alguns anos quando já tínhamos nos tornado amigos, e numa das muitas conversas ele descobriu que meu nome era Julio Cesar, (já que até então só me chamava de filho do Pastor) e durante quase duas horas ele contou a história do Julio Cesar Imperador, inclusive em pequenos detalhes que no mínimo o escriba que espalhou deve ter sido jogado aos leões. E depois que terminou á “aula”, eu lhe disse que tinha um livro presenteado por uma professora de história sobre o Julio Cesar e que o emprestaria. E lhe emprestei, só que ele não devolveu até hoje. rsrsrs.
Um dia, há mais ou menos 12 ou 14 anos o encontrei novamente disposto á provocá-lo sobre mais um assunto, e desta falei sobre a vegetação buziana ser muito semelhante à vegetação de Caatinga, o que ele concordou e começou a enumerar toda a vegetação local, falando sempre de uma forma mais carinhosa das arvores frutíferas, e falou sobre uma espécie de Pitanga Preta que estava quase extinta em Búzios, mas como ele sempre guardava sementes de todas as frutas para plantas para as gerações futuras, tinha algumas mudas e que me daria uma, mas antes me fez garantir, prometer, jurar e quase ir ao cartório da Dona Marly registrar em documento que eu iria cuidar da muda, e mesmo assim levou quase um mês para me entregar a planta, isto porque eu todo dia o encontrava e cobrava. E acredito que recebi o presente porque lhe presenteei com um livro sobre as conquistas de Alexandre.  O Grande.
Passado estes anos, a pitangueira começou a florir, mas não dava frutos, quando começou a dar frutos eles eram vermelhos, e nada de pitanga preta. Só que desta vez, para minha total surpresa o fruto é preto, e passei a acreditar que em vez de uma muda o Toninho português me deu dois pés de pitanga, uma preta e outra vermelha.
Obrigado Toninho! A semente da primeira pitanga preta do pé, já está separada para futuramente ser plantada.

domingo, 2 de novembro de 2014

‘Bar dos Mortos’ 
Para muita gente, principalmente o povo católico, o dia 2 de novembro é a data para recordar das pessoas que já se foram. Muitas pessoas neste dia, não se alimentam, não consomem bebidas alcoólicas e preferem usar roupas de cor preta. A dor da perda do ente querido levado pela tão temida Dona Morte, traz recordações dos bons momentos vividos na terra. Os cemitérios esquecidos durante 364 dias por ano viram pontos de encontro, locais de rezas e orações, cantorias e também uma grande feira com venda de flores e velas.
Ao ler a reportagem da Marina Fontenele no G1 sobre o Bar São Cristovão, também conhecido como Bar dos Mortos no município de Itabaiana, interior do estado de Sergipe, que em 1998 começou a homenagear os mortos com fotos na parede, me lembrou do Bar Nascimento em Armação dos Búzios, mais conhecido pelos moradores como Bar do Silvano, que também homenageou seus freqüentadores queridos durante muitos anos  até mudar de proprietário.
Sempre foi comum em cidades pequenas, constar pequenos quadros com fundo de cortiça com fotos de amigos dos donos dos estabelecimentos, alguém famoso que passou pela cidade e freqüentadores assíduos, que  levam suas  fotos. E, inclusive no Bar Nascimento através das fotos expostas, muitas pessoas encontraram amigos que não viam á muito tempo, parentes e até noivos e maridos fujões, juntamente pessoas desaparecidas.
Diferente das fotos do Bar em Sergipe que segundo a reportagem já soma mais de 1,3 mil fotos, acredito que a do Bar Nascimento quando fechou, deveria ter muito mais, embora nem exista mais a possibilidade de contar, já que com a mudança de proprietário e as obras que aconteceram no local, o arquivo foi perdido. Mas!  Seria arquivo morto? Ou arquivo dos mortos?
Os mais antigos lembram que devido o Bar Nascimento ser a sede do time de futebol 500, cujas prateleiras dividiam espaço troféus e garrafas de bebidas, as primeiras fotos colocadas na parede eram da equipe em foto tradicional em campo e também fotos tiradas depois do jogo, onde sempre acontecia uma confraternização regada a muita cerveja, cachaça, churrasco ou peixada. Depois vieram fotos de jornais, dos fregueses e aconteceu até uma tentativa de tornar uma espécie de galeria, onde alguns fotógrafos expunham algumas fotos.
Com o passar do tempo, as paredes do Bar Nascimento tinham mais fotos de pessoas falecidas do que vivas, e começou a espalhar um boato na cidade, que a pessoa que tivesse uma foto exposta, poderia ser a próxima a partir desta para melhor, e houve depois do boato espalhado pelos quatro cantos da cidade, uma grande correria para retirada de fotos da parede. Eu mesmo não deixava minhas fotos lá, cheguei a tirar fotos minhas três vezes. Afinal, dizem que o seguro morreu de velho, mas o desconfiado está vivo até hoje.
Só não entendi porque o bar se chama São Cristovão, já que o santo é o padroeiro dos motoristas. E pelo que eu sei bebida e direção não combinam, e é proibido por Lei essa dupla andar junto. Será que os caras antes de irem embora, jogam uma pinga no chão, rezam e acendem uma vela para o santo?







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Britânica diz ter sido abusada por fantasma viciado em sexo
Um casal de britânicos que vive em Londres, na Inglaterra, afirma que um fantasma viciado em sexo quase acabou com o casamento de 23 anos. As informações são do site Mirror.
Segundo a publicação, Deborah Rawson, 48 anos, garante que sofreu abuso e perseguição sexual de um fantasma, dentro de sua casa. O caso gerou diversas brigas entre o casal londrino, que - após tentativas aparentemente falhas de exorcismo - decidiu mudar de casa.
De acordo com Deborah, em uma tarde do ano passado, ela tinha acabado de limpar a casa e, cansada, sentou-se em uma cadeira. Neste momento, ela viu três fantasmas: um homem de cerca de 30 anos, uma mulher da mesma idade e uma criança pequena. Os três desapareceram rapidamente.
Nos dias seguintes, Deborah teria sentido uma respiração ofegante em seu pescoço e um corpo masculino lhe tocando. Após avisar o marido, começou a fazer terapia e a tomar remédios antidepressivos. 
A vítima diz ainda que teria perguntado quem estava ali com ela. "Mark está te tocando, eu sou Claire", disse uma voz feminina, segundo a britânica. O casal de fantasmas também teria feito sexo em diversos pontos da casa, diz Deborah, que ouvia gemido e barulhos suspeitos constantemente. 
Ainda de acordo com Deborah, o fantasma chamado Mark a procurava durante o dia e durante a noite, mesmo quando seu marido estava em casa. Em um certo momento, o órgão sexual de Mark foi fotografado por Deborah.

Assustados, o casal chamou um exorcista, que tentou espantar os supostos visitantes, mas não teve sucesso. Há alguns meses, o casal comprou outra casa e se mudou. Desde então, Deborah garante que não teve mais contato físico ou visual com Mark. "Estou feliz de estar livre do meu fantasma viciado em sexo", disse ela.
O mundo realmente anda ficando lotado de gente muito doida ! Um casal branco americano teve um bebê negro e a mulher diz que engravidou assistindo a um filme pornô 3D. O pai da criança, o soldado Erick Jhonson servia no Iraque enquanto a mulher ocupava seu tempo vendo filmes pornôs.  Alguém acredita?
Agora aparece esta maluca sendo estuprada por um fantasma e o marido corneado acreditou nela e no padre exorcista. Alguém mais acredita?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014



  Colômbia vira cidade da Alemanha em livro didático comprado pela prefeitura de Niterói

Em plena Copa do Mundo foi distribuído aos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da rede municipal de ensino uma publicação dividida em dois volumes intitulada “A copa do mundo no Brasil”. O valor da publicação comprada pela prefeitura de Niterói sem licitação custou R$ 481mil reais. Os dois volumes custaram aos cofres públicos R$ 80 reais, mas o Globo - Niterói conseguiu adquirir por R$ 50 reais no 1º momento e posteriormente como á Copa já tinha terminado o preço tinha caído para R$ 40 reais.  O livro contém diversos erros de português além dos mapas estarem identificados por nomes em inglês ou nos idiomas de origem. Assim, Uruguai é chamado de Uruguay, Costa do Marfim de Côte d’Ivoire, Inglaterra de United Kingdom (Reino Unido) e Alemanha de Deutschland. Ou seja, os nomes não estão em português. Só com base neste critério, o livro seria rejeitado pelo MEC.
O fato surpreendente desta matéria escrita pelos jornalistas Gustavo Schmitt / Márcio Menasce é que entre os autores da obra estão a mulher do ex-prefeito petista Godofredo Pinto (2002-2008), Maria Regino D’Angelo Pinto, e o filho do político Bruno D’Angelo da Silva Pinto. Bruno D’Angelo também é creditado no livro como um dos responsáveis pelo projeto gráfico. A editora Intertexto é conhecida do ex-secretário de Educação Waldeck Carneiro (PT), que deixou o cargo em abril para se candidatar a deputado estadual. Ele também foi secretário de Educação na gestão de Godofredo. O ex-prefeito tem feito campanha pela eleição de Waldeck. Assim como o pai político, Bruno Pinto também está acostumado a frequentar o Poder Legislativo municipal: já foi assessor do vereador petista André Diniz. Maria Regina D’Angelo também já foi chefe de gabinete de Diniz.
Uma das autoras da obra, Maria Regina D’Angelo Pinto, admitiu que o livro contém erros e classificou o problema como possível falha de revisão.
— Eu li o livro e percebi alguns erros, assim como os outros autores. Eles acontecem. Não é isso que anula o valor da obra — disse Maria Regina.
Coordenadora da publicação, Carmen Lúcia Pessanha prometeu se reunir com os autores do livro para discutir os problemas apontados:
— Não notei os erros. A equipe é especializada, escolhida por mim, e todos são professores, exceto Bruno D’Angelo. Mas, como homem brasileiro tem conhecimento de futebol.
Carmen afirma ainda que a participação de Maria Regina, mulher do ex-prefeito Godofredo Pinto, foi uma escolha pessoal:
— Sou amiga dela desde a adolescência. Ela não pode pagar por ser mulher do ex-prefeito.
Filho de Godofredo, Bruno D’Angelo não quis comentar os erros:
— Escrevi a parte do esporte. É um assunto que gosto de estudar. Não fiz o texto sozinho, houve uma revisão.
Doutora em Educação pela UFF, Ângela Borba defendeu a obra:
— Não tenho como me pronunciar muito sobre os erros porque os autores se dividiram por temas. Não concordo que o conteúdo seja irrelevante.
Professora de história, Sílvia Pedreira disse que o livro pode ter erros de digitação e falhas de revisão, mas não acha que o conteúdo seja descartável.
Proprietária da editora Intertexto, Eliana da Silva e Souza se disse surpresa com os erros. Sobre a compra dos livros, ela acredita que foi oportuna, devido à importância da Copa. A respeito do valor pago pelo município (R$ 80), Eliana afirma que foi até um desconto, já que o preço inicial era de R$ 110. Segundo ela, após o período da Copa, o preço caiu para R$ 50.
Revisora dos livros, Leila Pereira afirma que é professora de português e que tem experiência na área:
— É normal passar alguns erros de revisão. Acontece com todo mundo.

 Este fato me fez lembrar um texto que li sobre a arborização das ruas de Brasília onde um político resolveu empregar/contratar ou colocar um parente como laranja para cuidar do plantio de árvores em diversos locais da futura capital do país. As mudas vieram do estado natal do político em latas com terra e foram imediatamente plantadas sobre a supervisão do “técnico” parente. No mínimo deveria ser cunhado do safado.
Passados 5(cinco) anos as plantas não cresceram quase que absolutamente nada, devido o solo da região ser pouco erodido porque sua superfície é, em sua maior parte, coberta por laterita, uma espécie de capa formada por óxidos de ferro e alumínio, então decidiram através de uma reunião que deveriam montar uma força tarefa composta de Engenheiro Florestal, Geólogo, Agrônomo... E para surpresa maior d e todos os presentes após algumas escavações serem feitas, descobriram o motivo que impedia o crescimento das árvores, as mudas tinham sido plantadas dentro das latas.
Moral da história! Político é político, só muda de endereço.